Mirage People anunciam EP de estreia “Beyond The River”

Mirage People, projeto que junta Alfaro (Luís Caracinha) e Echrum (Miguel Guerreiro), anunciam o lançamento do seu primeiro EP, Beyond The River, dia 14 de fevereiro de 2026 em todas as plataformas digitais.

O duo surge no cruzamento de percursos distintos dos artistas, dentro da música portuguesa, até encontrarem na música eletrónica experimental um território comum onde o intuitivo e o sensorial se unem. Através de paisagens sonoras imersivas, os Mirage People propõem experiências de escuta que exploram diferentes estados de perceção.


O projeto começou a ganhar visibilidade em agosto de 2025, com a estreia no Festival Emersivo, em Vila Ruiva, seguindo diretamente para uma atuação no Central Park SummerStage, em Nova Iorque, momento que marcou o início da tour Sequela. Desde então, o duo tem passado por vários palcos nacionais, de forma a experimentar e dar a conhecer ao público, o projeto em diferentes ambientes.


Composto por cinco temas, Beyond The River assinala uma etapa importante no percurso dos Mirage People, consolidando a identidade sonora e performativa que têm vindo a desenvolver. O lançamento será acompanhado por três concertos intimistas em Faro, Lisboa e Porto, pensados para uma relação de maior proximidade com o público.


Paralelamente, será lançado um vídeo gravado ao vivo no Foyer do Teatro das Figuras, reforçando a ligação do projeto ao espaço, ao momento e à dimensão performativa da música.


Estivemos à conversa com Alfaro dos Mirage People, sobre como surgiu este duo e o seu primeiro EP Beyond The River. 

Como surgiu esta sinergia entre Alfaro e Echrum?

Enquanto que por um lado foi uma descoberta ocasional após nos termos conhecido durante a tour de 2024 de Marc Noah para quem fomos músicos de suporte. Com o tempo, a nossa sinergia cresceu de forma natural. Para além de nos entendermos bem musicalmente temos uma visão muito alinhada do que procuramos na nossa relação com a arte.

Os Mirage People acabaram por surgir naturalmente uma vez que privamos tantas vezes a trabalhar para outros músicos que, depois de tantas horas de partilha, criar música tornou-se inevitável. Depois tivemos o privilégio de atuar em dois festivais no verão de 2025 que definiram a nossa trajetória, o Festival Emersivo em Vila Ruiva, Alentejo e o Summerstage em Nova Iorque.

Se algo tinha que acontecer, este arranque não planeado testou-nos e tornou-se base para o nosso trabalho.


“Beyond The River” é o vosso primeiro EP. Como foi o processo criativo por detrás deste trabalho?

Aconteceu porque havia uma necessidade imperativa de acontecer. Com o convite do Summerstage para apresentar algo que representasse Portugal nos Estados Unidos, e sendo ambos integrantes dos Recante, projeto musical que trabalha o cancioneiro tradicional alentejano, decidimos começar a juntar dois mundos que nos apaixonam: a música tradicional e a eletrónica.

“Beyond the River” vai beber ao Alentejo e aos ambientes da música eletrónica exploratória dos anos 70 para redefinir uma paisagem que todos conhecemos mas que nunca tínhamos visto e ouvido desta forma.


Quando o público ouvir “Beyond The River” pela primeira vez, que experiência ou mensagem querem que permaneça?

Que não existe uma só realidade. Que as diferentes perspectivas enriquecem-nos enquanto artistas mas acima de tudo enquanto pessoas.

Saber aceitar a diferença, ver para além do que a visão alcança e poder sonhar acordado são elementos chave para nos reinventarmos e evoluirmos enquanto comunidade.


Sobre próximos lançamentos ou colaborações, existem planos já definidos? O que podemos esperar dos Mirage People este ano?

Mirage People surgiu sem planos e acreditamos que vamos continuar assim: com objetivos mas sem grandes planeamentos. Ao fim ao cabo, Mirage People é fruto da nossa amizade e espírito de desafio, procuraremos explorar todas as oportunidades e continuar a alimentar o desejo de criar mas sem pressão.

Temos ambos vários projetos pessoais e artísticos mas acreditamos que haverá espaço para continuarmos a fazer aquilo que mais gostamos.

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