The Mirandas, Jacaréu e JUG, entre os semifinalistas do Festival Termómetro
Entre os 30 semifinalistas da edição de 2026 do Festival Termómetro, concurso que procura os novos talentos da música portuguesa, estão 3 artistas da Epopeia Records.
O festival que deu palco e impulsionou grandes artistas portugueses, contará com a presença de três projetos representados pela Epopeia Records na edição de 2026.
Há artistas que procuram um lugar na música e há outros que constroem um caminho próprio feito de experiências, de encontros improváveis e de uma identidade que não se deixa reduzir às tendências. É nesse lugar que se encontram os artistas The Mirandas, Jacaréu e JUG, com três projetos distintos que este ano chegam às semifinais do Festival Termómetro. Cada um deles com uma identidade, referências e percursos artísticos distintos, mas é no Termómetro que essa autenticidade e diferentes abordagens criativas se unem.
No caso dos The Mirandas, essa identidade nasce de um diálogo entre épocas. Formada em 2013, a banda construiu a sua linguagem artística a partir de referências musicais como o blues, o rock e o soul, que dialoga com a herança sonora dos anos 60 e 70. Mas a sua música não vive apenas na nostalgia, vive no equilíbrio entre a irreverência pelo passado e a abordagem contemporânea. Nos últimos anos, têm vindo a consolidar o seu percurso com concertos por todo o país, especialmente em festivais de referência, como Vilar de Mouros, Festival MED e Festival F, e com o lançamento do disco “Digging for Hope” que consolida a sua a sua assinatura artística. Os The Mirandas sobem ao palco do Festival Termómetro a 2 de abril, pelas 21h30 em Cascais, no Auditório Carlos Avillez.
Jacaréu, parte de um território mais cru e direto, com o poder das palavras. O seu percurso teve início na poesia, antes de encontrar no indie-rap um espaço ideal para transpor meros pensamentos de observações do quotidiano, inquietações pessoais ou momentos inesperados em expressões musicais, tornando-se hoje, aquela que se define a sua assinatura artística. Em palco, Jacaréu conduz o público à reflexão, ironia e intensidade emocional como contador de histórias do século XXI. Ao longo dos últimos anos tem vindo a marcar presença em palcos como Sol da Caparica, Festival Emergente, Indie Music Festival, Festival Açoteia e mais recentemente no Festival da Canção como semifinalista. Agora prepara o lançamento do seu primeiro álbum que promete reunir várias dimensões do seu universo artístico. No Festival Termómetro fará história em Odemira a 17 de abril, no Quintal da Música, pelas 21h30.
JUG, por sua vez, marcam presença em Ovar no dia 26 de abril na Escola de Artes e Ofícios às 16h00. O trio nasceu quase como um gesto de inconformismo criativo, quando se desafiaram a criar uma banda sonora para uma curta-metragem. Desde esse momento que o projeto começou a explorar uma estética sonora que cruza eletrónica, pop alternativo e sonoridades da estética musical dos anos 80. Estes cruzamentos, resultam em ambientes introspectivos com picos de pura energia rítmica, evidentes no seu trabalho mais recente “Insomniac”.
Este universo eclético, só prova a recusa em seguir caminhos previsíveis. Cada um constrói a sua identidade a partir de referências distintas, mas todos partilham a vontade de arriscar, experimentar, cruzar linguagens e demarcar-se pela sua voz dentro do panorama musical português.
Para a Epopeia Records, que completou recentemente 10 anos, ver três dos seus artistas chegar a esta fase do festival é um cumprir de propósito, onde mais do que seguir tendências ou alinhar catálogos por estilos, existe uma procura contínua por projetos artísticos capazes de construir narrativas próprias, vozes que desafiam o previsível e que encontram na originalidade a sua principal força e motivação.